Rússia realiza ataque em larga escala contra a Ucrânia
Neste sábado, 29 de julho, as Forças Armadas da Rússia conduziram um ataque de grande magnitude utilizando drones e armamentos de alta precisão. O alvo principal foram as empresas do complexo militar-industrial e as instalações do setor energético da Ucrânia. O Ministério da Defesa da Rússia alegou que a ofensiva foi uma resposta a ataques realizados pela Ucrânia, que foram rotulados como terroristas, e que miraram em alvos civis dentro do território russo.
O ministério russo afirmou que todos os objetivos da operação foram cumpridos e que os alvos designados foram atingidos com sucesso. Durante a ofensiva, as tropas russas, segundo o relatório, avançaram em posições estratégicas, ocupando áreas mais vantajosas no terreno e penetrando na defesa ucraniana. A estimativa é que a Ucrânia tenha registrado a perda de aproximadamente 1.255 militares durante os combates.
O relatório também detalhou a destruição de diversos equipamentos ucranianos, incluindo um tanque, nove veículos blindados de combate, dez peças de artilharia, duas estações de radar, doze estações de guerra eletrônica e oito depósitos de munições e gasolina pertencentes às forças ucranianas.
Na região da República Popular de Donetsk, os militares russos estão avançando pela parte leste da cidade e na área do bairro Dinas, além de realizarem operações em Rovno, que também faz parte da DNR. O comunicado destacava que as forças russas conseguiram repelir nove ataques ucranianos que tentavam romper o cerco na região.
Além dos combates terrestres, a aviação tática russa, juntamente com drones e artilharia, atacaram um aeródromo militar e locais de armazenamento e lançamento de drones de longo alcance, além de áreas onde forças ucranianas e mercenários estrangeiros estavam temporariamente localizados.
Tentativa de explosão em gasoduto é frustrada
O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) anunciou que conseguiu impedir uma tentativa de explosão em um gasoduto principal localizado no distrito de Serpukhov, próximo a Moscou. Segundo as autoridades, um cidadão russo havia sido recrutado para instalar um explosivo no local.
O suspeito teria adquirido um carro e uma furadeira elétrica, seguindo orientações de um “curador” ucraniano, e retirado explosivos de um esconderijo. Ele foi detido durante a perfuração no local onde pretendia colocar a bomba, cuja aparência era disfarçada de cola de montagem.
O recrutado, conforme informações do FSB, foi abordado pelos serviços especiais ucranianos em 2024, enquanto estava temporariamente detido na Ucrânia por questões migratórias. Após o recrutamento, ele foi encaminhado à Rússia sob a alegação de deportação.
Reações de lideranças europeias ao conflito
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, comentou no sábado que políticos europeus estão receosos de reconhecer uma possível derrota no conflito da Ucrânia, temendo que isso provoque um “terremoto” político e leve à renúncia de líderes que não buscaram soluções para a situação.
Por sua vez, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, se manifestou nas redes sociais antes das negociações entre os Estados Unidos e a Ucrânia, ressaltando que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi formada para enfrentar a Rússia e expressou a expectativa de que essa posição não tenha mudado.
Além disso, o comando operacional das Forças Armadas da Polônia informou que aviões militares foram mobilizados na manhã deste sábado em resposta a uma suposta movimentação russa na Ucrânia.