quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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2025 é o terceiro ano mais quente registrado na história

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[email protected] EM 14 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 09:53

Um relatório do sistema europeu Copernicus revelou que, pela primeira vez, a média das temperaturas globais em um período de três anos superou o limite de 1,5°C, estabelecido pelo Acordo de Paris. Esse dado não surpreende, considerando os eventos climáticos extremos do último ano, como os incêndios florestais em Los Angeles, inundações devastadoras no Sudeste Asiático e a grave seca que levou o Irã a considerar a mudança de sua capital. O ano de 2025 foi apontado como o terceiro mais quente da história, após os recordes de 2023 e 2024.

As temperaturas globais nos últimos três anos foram, em média, 1,5°C superiores aos níveis pré-industriais. Os dados de 2025 mostraram uma temperatura média global de 14,97°C, com um aumento de 1,47°C em relação aos níveis pré-industriais, apenas 0,01°C abaixo das temperaturas de 2023, que já haviam registrado um aumento de 1,6°C em relação a esses níveis.

Mauro Facchini, responsável pela observação da Terra na Comissão Europeia, considerou essa situação um “marco indesejado”. Cientistas vêm alertando sobre os riscos associados a ultrapassar esse limite, incluindo o aumento de dias de calor extremo, enchentes e tempestades severas.

Carlo Buontempo, diretor do serviço de mudanças climáticas do Copernicus, ressaltou que o mundo parece estar se aproximando de uma superação desse limite a longo prazo. Ele destacou a importância de gerenciar esses impactos nas sociedades e no meio ambiente. Os especialistas concordam que é fundamental reduzir as emissões de gases de efeito estufa enquanto avançam em direção a energias limpas, além de se adaptar a um planeta que está se aquecendo.

Durante uma recente cúpula climática da ONU em Belém, diversos países se comprometeram a destinar 120 bilhões de dólares para ajudar nações vulneráveis na adaptação às mudanças climáticas. Esses recursos visam financiar projetos como sistemas de alerta precoce, diques e culturas resistentes à seca, embora as promessas de financiamento nem sempre resultem em ações efetivas.

Os gases de efeito estufa, que retêm o calor na atmosfera, continuam sendo os principais responsáveis pelo aumento das temperaturas globais. Eles são liberados principalmente pela queima de combustíveis fósseis, utilizados em veículos e no aquecimento de residências, e estão ligados ao aumento da frequência de eventos climáticos extremos que ameaçam vidas.

Além disso, a destruição de florestas, que atuam como sumidouros de carbono, agrava a situação. Laurence Rouil, diretor do serviço de monitoramento atmosférico do Copernicus, declarou que a atividade humana é a principal causa das temperaturas anômalas observadas, com os níveis de gases de efeito estufa crescendo continuamente na última década.

Em 2023 e 2024, a situação foi exacerbada por um El Niño intenso, que transportou calor do oceano para a atmosfera. As consequências foram visíveis globalmente, com o Copernicus reportando que o gelo marinho nas regiões polares atingiu níveis recordes de baixa em 2025, e a Antártida registrou a temperatura mais alta de sua história. Além disso, metade das áreas terrestres do mundo enfrentou dias mais quentes do que o habitual.

Os especialistas alertam que a atmosfera está enviando sinais claros sobre a urgência da situação, e que é crucial prestar atenção a esses alertas.

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