domingo, 11 de janeiro de 2026
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Vaticano teria negociado asilo de Maduro na Rússia, afirma jornal

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[email protected] EM 10 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 19:24

O cardeal italiano Pietro Parolin, que é o secretário de Estado do Vaticano, tentou buscar uma solução para o asilo do ditador Nicolás Maduro na Rússia no final do ano passado. Essa informação foi divulgada por um jornal americano.

A conversa entre Parolin e Brian Burch, embaixador dos EUA na Santa Sé, ocorreu na véspera de Natal. O cardeal queria entender os planos dos Estados Unidos em relação à Venezuela. O Vaticano reconheceu que houve negociações nesse período, mas expressou descontentamento pelo fato de partes da conversa confidencial terem sido reveladas.

Conforme documentos e entrevistas com pessoas que pediram anonimato, Parolin questionou se os Estados Unidos realmente almejavam uma mudança de governo na Venezuela e sugeriu que uma saída pacífica seria necessária, embora reconhecesse que Maduro deveria deixar o poder. O cardeal mencionou que a Rússia estava disposta a acolher Maduro e pediu paciência aos EUA para evitar instabilidade e violência no país.

Além disso, fontes indicaram que Parolin alegou que a Venezuela poderia ser uma peça chave nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia. De acordo com ele, a Rússia poderia abrir mão do apoio à Venezuela se estivesse satisfeita com o desenrolar da situação na Ucrânia, especialmente desde o início do conflito em fevereiro de 2022. Analistas afirmaram que a Rússia, engajada na guerra, teria diminuído seu suporte à Venezuela, e a proposta de asilo a Maduro poderia estar ligada a um possível acordo sobre a Ucrânia.

Parolin também mencionou que Maduro parecia disposto a renunciar após as eleições de 2024, nas quais foi declarado vencedor sem apresentar provas exigidas pela lei venezuelana. Na ocasião, ele teria sido persuadido a permanecer no poder por seu ministro do Interior, Diosdado Cabello.

O cardeal expressou sua confusão sobre os planos dos Estados Unidos em relação à Venezuela e pediu a Washington que estabelecesse um prazo para a saída de Maduro, assim como garantias para a segurança de sua família.

Entretanto, após essa conversa, os EUA bombardearam várias cidades venezuelanas, incluindo Caracas, e prenderam Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Ambos estão sendo processados nos Estados Unidos por acusações de narcoterrorismo.

Por último, acredita-se que Maduro não tenha aceitado o asilo por conta de dificuldades financeiras na Rússia. Ele é suspeito de ter dinheiro em paraísos fiscais, oriundo do comércio de ouro venezuelano, mas não teria acesso a esses recursos na Rússia.

Pietro Parolin, que já atuou como embaixador do Vaticano na Venezuela, é um importante nome dentro da Igreja Católica e é considerado um forte candidato a ser o próximo líder da Igreja, devido à sua vasta experiência diplomática.

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